Atividade econômica do País avança 0,24% em fevereiro!

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central do Brasil (BC) foi divulgado ontem e registrou expansão de 0,24% em fevereiro em relação ao mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2013, o índice teve variação de 1,63%. No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador registrou elevação de 2,41%. E no acumulado do primeiro bimestre de 2014, o índice teve expansão de 1,41%. Todos esses dados não consideram questões sazonais.
Para medir a evolução da atividade econômica, o IBC-Br recolhe informações sobre o nível de atividade dos principais setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária.
No mesmo dia, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) e o The Conference Board divulgaram o Indicador Antecedente Composto da Economia (Iace), que antecipa a direção da economia brasileira no curto prazo e o Indicador Coincidente Composto da Economia (ICCE), que mede as condições econômicas atuais e a intensidade da atividade econômica em bases mensais.
Eles apresentaram números baixos, muito próximo de zero. O Iace, por exemplo, avançou 0,1% em março, atingindo a marca de 124,9 pontos. O resultado segue-se a um recuo de 0,6% tanto em fevereiro como em janeiro. “Os componentes ligados ao mercado acionário e ao comércio exterior ajudaram a elevar ligeiramente o Iace em março. Porém, a volatilidade do índice no curto prazo sugere, no melhor cenário, um crescimento econômico brasileiro modesto no futuro próximo”, disse Paulo Picchetti, economista do Ibre/FGV em comunicado do instituto à imprensa.
O ICCE, por sua vez, recuou 0,2% em março, atingindo a marca de 129,1 pontos. O resultado seguiu-se à alta de 0,1% em fevereiro e de 0,9% em janeiro. O que puxou a queda do índice foi a baixa atividade da produção industrial, beneficiada pela contínua elasticidade no mercado de trabalho. “Tivemos uma queda grande de expedição de papelão ondulado que acabou fazendo com que o índice fosse um pouco negativo”, completa Picchetti. “A leitura final é de que, no fundo, todos esses números trazem uma variação muito próxima de zero, mostrando que o ritmo de atividade econômica está muito lenta”, diz o economista.
O banco Itaú também divulgou ontem seu indicador de atividade econômica que registrou avanço de 0,1% no mês de fevereiro em relação a janeiro. O setor de manufaturados teve melhor resultado, registrando um aumento da produção industrial em 0,5%. Já as vendas no varejo tiveram o pior resultado, recuando 1,6%. Apesar do ligeiro avanço, as projeções do Itaú para o mês de março é de declínio da atividade econômica. Um desses motivos é a elevação da inflação dos alimentos que leva, consequentemente, a uma diminuição nas vendas do varejo.
Para o professor de economia do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), Reginaldo Nogueira, esses números representam a mesma situação de baixo crescimento econômico que vem ocorrendo nos últimos meses. “É um ritmo devagar que aponta para um crescimento inferior a 2%”, diz Nogueira. “Há forte pressão dos produtos importados e há um baixo crescimento do setor privado”, diz.
O economista da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Roberto Vertamatti, também diz que os números também demonstram estabilidade no ritmo lento da atividade econômica que apontam também, segundo a associação, para um crescimento em torno de 1,5% em todo o ano de 2014. “No entanto, temos um grande potencial. Exemplo disso, são os atuais estoques de investimento em infraestrutura”, diz. O mercado também diminuiu para 1,65% a projeção de crescimento da economia para o ano de 2014.

Fonte: Diário do Comércio e Indústria